Todos os dias, milhares de casamentos chegam ao fim. Todos os dias, milhares de pessoas se casam. Então, por que tanta gente ainda se casa, se tem tanta gente se separando? Por que insistimos em acreditar no "pra sempre" que sempre acaba? Seria a vitória da esperança sobre a experiência? Sim, seria. Quando se trata de amor, somos mais insistentes. Lutamos até o fim por quem a gente ama. Agarramos com unhas e dentes. Acreditamos no futuro enquanto mal conseguimos viver em paz com o presente. Fazemos planos. Construímos castelos no ar. Vivemos sonhos que não são nossos. Compartilhamos a vida. Mais que isso, compartilhamos a idéia de um futuro juntos.
Esperança. Se não fosse ela, ninguém se casaria mais. Se não acreditássemos que sim, pode dar certo, não haveria porque arriscar. Nós apostamos nossas fichas no amor. Acreditamos em contos-de-fadas, nos filmes com finais felizes e na novela das nove. Assistimos ao "Em nome do amor" e ao "Vai dar namoro". Choramos quando Leonardo DiCaprio faz glub glub e se afoga nas gélidas águas do oceano junto com o Titanic. No fundo – sem trocadilho – acreditamos que amar pode dar certo.
Não nos casamos porque pensamos que vamos nos separar um dia. Muito pelo contrário. Casamos porque acreditamos que vamos ficar juntos e felizes para sempre. Temos o pé no chão e a cabeça nas nuvens. Temos o coração em outras mãos que não são nossas. Decidimos a nossa vida, o nosso final de semana. Nós. Pensamento conjunto pra uma vida a dois. Abrimos mãos das possibilidades infinitas de noites perdidas porque acreditamos ter encontrado a pessoa certa. A única. Aquela. Temos o genro que nossas mães pediram a Deus ou simplesmente temos o cara com quem gostamos de passar nossas tardes de domingo. Temos alguém que nos leva ao hospital segunda-feira de manhã e que sai pra comprar xarope sábado no meio da chuva. Temos um ao outro e talvez isso baste.
Amor não tem que ser pra sempre. Como já disse o poeta, que seja eterno enquanto dure. Mas não acreditamos que o amor tenha hora marcada pra acontecer. Que saiba a hora exata de chegar e de ir embora. De repente, amamos. De repente, não amamos mais. Assim mesmo, sem aviso prévio, sem data marcada, sem carta na porta. Amamos por diversas razões que desconhecemos. Deixamos de amar por outras que sabemos menos ainda. Desconhecemos razões.
Amamos simplesmente porque queremos estar juntos. Amamos porque gostamos do cheiro, do calor, do beijo. Amamos porque gostamos de assistir tevê sábado à noite deitados no sofá. Amamos porque não sabemos cozinhar. Amamos porque gostamos de ir ao supermercado juntos. Amamos porque não temos nada em comum um com o outro. Amamos porque dividimos o mesmo edredom. Amamos porque gostamos das nossas escovas de dente na mesma pia. Amamos porque gostamos do jeito dele deixar todas as coisas em seus devidos lugares. Amamos porque não entendemos a letra dele. Amamos porque não sabemos amar. Amar é acreditar. Acreditar que pode dar certo. Acreditar em um futuro juntos apesar de. Amar é não ter a mínima pista ou garantia de que pode mesmo dar certo. Amar é um álbum de figurinhas.
domingo, 27 de março de 2011
"Every end is a new beginning".
"Eu nunca disse que iria ser a pessoa certa pra você, mas sou eu quem te adora".
Pois é, ainda bem! Porque ninguém é simples, afinal, é só o começo. O importante é começar. E só agora eu percebi a importância do tempo... Ele existe para unir as pessoas. Nem que seja para resolver um "mal-entendido". É importante prestar atenção. Muita, muita atenção. Olhar menos pra dentro e mais pro que tá a tua volta. E ter paciência também. Vixe, muita paciência. Porque são meninos, eles. Aliás, somos meninos todos. Tentando e tentando acertar. Eu acho que lá no fundo, tu sabe de tudo isso. Mas, quis dizer mesmo assim. Eu acredito que a gente pode dar certo sim, que é possível ser pra sempre. Desejo até. De todo coração. Mas, sei que mais do que um sentimento, é uma escolha e que precisa ser feita todosantodia, amém. Eu tenho a maior fé em nós. "Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo".
"O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou. O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto".
Pois é, ainda bem! Porque ninguém é simples, afinal, é só o começo. O importante é começar. E só agora eu percebi a importância do tempo... Ele existe para unir as pessoas. Nem que seja para resolver um "mal-entendido". É importante prestar atenção. Muita, muita atenção. Olhar menos pra dentro e mais pro que tá a tua volta. E ter paciência também. Vixe, muita paciência. Porque são meninos, eles. Aliás, somos meninos todos. Tentando e tentando acertar. Eu acho que lá no fundo, tu sabe de tudo isso. Mas, quis dizer mesmo assim. Eu acredito que a gente pode dar certo sim, que é possível ser pra sempre. Desejo até. De todo coração. Mas, sei que mais do que um sentimento, é uma escolha e que precisa ser feita todosantodia, amém. Eu tenho a maior fé em nós. "Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo".
"O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou. O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto".
Momentos.
Existe um momento na vida de cada um em que é preciso separar tudo que você já viveu daquilo que estar por vir. Existe algo que ninguém pode notar. Ninguém, ninguém além de mim. E eu sei. Eu sei o que acontece quando te cobram demais, quando exigem de você coisas que você não pode dar. Durante quanto tempo tivemos dúvidas? E o que temos agora? Talvez você pudesse me responder. Hoje, depois de tudo, não sei se há como esconder a insegurança na vontade de se deixar levar pelo momento. E acho que somente em momentos como esse, quando palavras se tornam desnecessárias, é que poderemos descobrir o que é ou não é real. E somente em momentos como esse, quando fechar os olhos se torna a melhor maneira de enfrentar os problemas, é que poderemos verdadeiramente sentir. Não quero falar o que quero falar. Por isso existe algo escondido. O segredo nas linhas que definem seu rosto, na amizade, na simplicidade de cada olhar que precisei deixar morrer. Ainda espero a minha resposta, ainda espero que a resposta venha de você. A minha parte já fiz, permanecendo aqui mesmo sem ter motivos para isso. E eu não preciso provar mais nada para ninguém. E você não precisa provar mais nada para ninguém. Porque ninguém, ninguém além de mim vai notar. E somente eu sei o que acontece quando te cobram demais, quando exigem de você coisas que você não pode dar. E isso é algo que jamais farei. Então, quando eu perguntar de novo o que temos agora, permaneça em silêncio. E não deixe que o arrependimento por ter tentado durante tanto tempo se torne maior do que a vontade de ficar pra sempre ao meu lado.
até a hora de parar
dizer não querendo dizer sim, mas chega um ponto em que torna-se inadmissível certas coisas. a gente aprende a hora certa de dizer adeus, e também a hora certa de dizer 'eu te amo', entende que as pessoas não são perfeitas, e dá murro em ponta de faca até aí, erra a perder de vista, faz o que era certo na hora errada, o que não devia de jeito nenhum, e apesar de quebrar a cara muuuitas vezes e se enganar com as pessoas, continua cheia de sonhos e ilusões, porque no fundo acredita, que no fim tudo vai dar certo, e vai ter um final feliz. se foi um adeus? se foi pra sempre? como saber? se o final feliz é com você? eu não sei, mas sei do que quero. demais, demais.
Eu não sei parar de te olhar.
'
Te olho nos olhos e você reclama que te olho muito profundamente. Desculpa, tudo que vivi foi profundamente... Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços. Guarda-me apenas uma fresta. Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem. Até onde posso ir para te resgatar? Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade de me inventar de novo. Desculpa, se te olho profundamente, rente à pele a ponto de ver seus ancestrais nos seus traços, a ponto de ver a estrada muito antes dos seus passos. Eu não vou separar as minhas vitórias dos meus fracassos! Eu não vou renunciar a mim, nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente. Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente'.
Te olho nos olhos e você reclama que te olho muito profundamente. Desculpa, tudo que vivi foi profundamente... Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços. Guarda-me apenas uma fresta. Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem. Até onde posso ir para te resgatar? Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade de me inventar de novo. Desculpa, se te olho profundamente, rente à pele a ponto de ver seus ancestrais nos seus traços, a ponto de ver a estrada muito antes dos seus passos. Eu não vou separar as minhas vitórias dos meus fracassos! Eu não vou renunciar a mim, nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente. Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente'.
"O que tá guardado tá guardado".
"O que tá guardado tá guardado".
Sempre ouvi isso da minha mãe, e tenho pensado sobre, esses dias. Sabe, acho que deve tá guardado mesmo, népossível. Aliás, tão guardado, tão guardado que não se acha nunca. ¬¬
Em todo caso:
"O que tem que acontecer tem muita força".
"Não precisa correr tanto, o que é seu às mãos lhe há de vir".
"Não fuja dele, mas também não precisa correr atrás. Just be patient and he comes, i promise".
"A estrada para o verdadeiro amor sempre tem obstáculos".
Sempre ouvi isso da minha mãe, e tenho pensado sobre, esses dias. Sabe, acho que deve tá guardado mesmo, népossível. Aliás, tão guardado, tão guardado que não se acha nunca. ¬¬
Em todo caso:
"O que tem que acontecer tem muita força".
"Não precisa correr tanto, o que é seu às mãos lhe há de vir".
"Não fuja dele, mas também não precisa correr atrás. Just be patient and he comes, i promise".
"A estrada para o verdadeiro amor sempre tem obstáculos".
Os incomodados que se retirem.
Dizem que os incomodados é que devem se retirar. Concordo. Se alguma coisa me incomoda, abandono o barco. Chuto o tal do balde. Ficar insistindo em uma coisa que não vai dar certo nunca foi a minha especialidade. Manter namoros estressantes, amizades interesseiras, empregos sem futuro não faz muito sentido na minha cabeça. Desculpe minha mania de ser clichê, mas a vida é muito curta pra gente perder tempo.
Não é nada fácil me agüentar, eu sei. Sou implicante. Pouco tolerante. Pirracenta. Mimada. Falo o que penso. Faço o que tenho vontade (só o que tenho vontade!). E pior: sou adepta de uma filosofia de vida muito objetiva que eu mesma desenvolvi: "Quer? Quer. Não quer? Não quer". Muito simples. E é assim que eu gostaria que agissem comigo. Não me quer, saia da minha vida logo. Me quer? Faça por merecer.
Não puxo saco de ninguém. Detesto que puxem meu saco também. Nunca saí com quem não queria estar comigo. Nunca fui à festa sem ser convidada. Não faço amizades por conveniência. Não sei rir se não estou achando graça. Não seguro o choro se o coração estiver apertado. Não atendo o telefone se não estou com vontade de conversar. Não namoro pra falar que tenho companhia. Nunca pertenci a grupos em que as pessoas pensassem, agissem e se vestissem todas iguais. Nunca precisei beber, fumar ou me drogar pra pertencer a nenhum grupo social. Isso não sou eu.
Sou eu a cidadã cansada dos padrões machistas da sociedade. Sou eu a cidadã cansada de ver as capas de revistas com corpos de fora e imaginar se o que conta realmente é ter alguma coisa por dentro. A cidadã que, de tanto pensar, não dorme. De tanto não dormir, não pensa. A cidadã que, aos onze anos de idade, queria consertar o mundo fazendo palestras nas escolas e falando pras crianças não se drogarem. A cidadã que não confia nos homens, não acredita na humanidade e gostaria de adotar uma girafa. A cidadã que planeja montar uma família com onças, aves e siris - além da girafa. Sou eu essa cidadã estranha. Sonho que sou a Branca de Neve e acordo engasgada com a maçã.
E de tanto comer maçã podre, aprendi. Agora, jogo fora o que não presta. Ou melhor, saio eu mesma do jogo. Não faz mais sentido acreditar que a sua amiga interesseira vai ser uma pessoa melhor depois que você conversar com ela. Ou que seu namorado vai mudar aquele hábito que te incomoda porque ele te ama. Ou que seu chefe vai reconhecer seu esforço e não vai te demitir quando precisar reduzir o quadro de funcionários. Não funciona dessa forma. Por isso, saio fora antes do final do jogo se eu não estiver de acordo com as regras. Me retiro se a incomodada sou eu.
O que incomoda vai estar sempre ali no mesmo lugar. Mas você não precisa estar. Mude de lugar. Mude de casa. Mude de emprego. Mude de amigo. De ficante. De namorado. De marido. Mude de atitude. Só não fique parada reclamando. Faça aulas de boxe. Aprenda a dar bicudos, a fazer gestos obscenos, a falar palavrão, a xingar as pessoas, a largar tudo pra trás. Aprenda a não levar a vida tão a sério. Aprenda que o stress só vai destruir seu estômago e torrar seu dinheiro em análises e remédios caros. Aprenda que as pessoas não são do jeito que você gostaria que elas fossem. Eu aprendi. Aprendi a hora de me retirar: vou embora antes do final da festa.
Não é nada fácil me agüentar, eu sei. Sou implicante. Pouco tolerante. Pirracenta. Mimada. Falo o que penso. Faço o que tenho vontade (só o que tenho vontade!). E pior: sou adepta de uma filosofia de vida muito objetiva que eu mesma desenvolvi: "Quer? Quer. Não quer? Não quer". Muito simples. E é assim que eu gostaria que agissem comigo. Não me quer, saia da minha vida logo. Me quer? Faça por merecer.
Não puxo saco de ninguém. Detesto que puxem meu saco também. Nunca saí com quem não queria estar comigo. Nunca fui à festa sem ser convidada. Não faço amizades por conveniência. Não sei rir se não estou achando graça. Não seguro o choro se o coração estiver apertado. Não atendo o telefone se não estou com vontade de conversar. Não namoro pra falar que tenho companhia. Nunca pertenci a grupos em que as pessoas pensassem, agissem e se vestissem todas iguais. Nunca precisei beber, fumar ou me drogar pra pertencer a nenhum grupo social. Isso não sou eu.
Sou eu a cidadã cansada dos padrões machistas da sociedade. Sou eu a cidadã cansada de ver as capas de revistas com corpos de fora e imaginar se o que conta realmente é ter alguma coisa por dentro. A cidadã que, de tanto pensar, não dorme. De tanto não dormir, não pensa. A cidadã que, aos onze anos de idade, queria consertar o mundo fazendo palestras nas escolas e falando pras crianças não se drogarem. A cidadã que não confia nos homens, não acredita na humanidade e gostaria de adotar uma girafa. A cidadã que planeja montar uma família com onças, aves e siris - além da girafa. Sou eu essa cidadã estranha. Sonho que sou a Branca de Neve e acordo engasgada com a maçã.
E de tanto comer maçã podre, aprendi. Agora, jogo fora o que não presta. Ou melhor, saio eu mesma do jogo. Não faz mais sentido acreditar que a sua amiga interesseira vai ser uma pessoa melhor depois que você conversar com ela. Ou que seu namorado vai mudar aquele hábito que te incomoda porque ele te ama. Ou que seu chefe vai reconhecer seu esforço e não vai te demitir quando precisar reduzir o quadro de funcionários. Não funciona dessa forma. Por isso, saio fora antes do final do jogo se eu não estiver de acordo com as regras. Me retiro se a incomodada sou eu.
O que incomoda vai estar sempre ali no mesmo lugar. Mas você não precisa estar. Mude de lugar. Mude de casa. Mude de emprego. Mude de amigo. De ficante. De namorado. De marido. Mude de atitude. Só não fique parada reclamando. Faça aulas de boxe. Aprenda a dar bicudos, a fazer gestos obscenos, a falar palavrão, a xingar as pessoas, a largar tudo pra trás. Aprenda a não levar a vida tão a sério. Aprenda que o stress só vai destruir seu estômago e torrar seu dinheiro em análises e remédios caros. Aprenda que as pessoas não são do jeito que você gostaria que elas fossem. Eu aprendi. Aprendi a hora de me retirar: vou embora antes do final da festa.
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