terça-feira, 27 de setembro de 2011

O CAFAJESTE E O BOM MOÇO

O CAFAJESTE E O BOM MOÇO

Ando muito preocupada com um tipo de homem que se prolifera por aí: o bom moço. O bom moço é aquele em que você acredita. Ele faz planos com você. Ele te apresenta pra mãe dele na segunda semana de namoro. Ele quer namorar com você na primeira vez que vocês saem juntos. O bom moço é tudo de bom. Ele chega na sua casa com presentes fofos. Ele é fofo. Ele te mima. Ele fala macio. Ele beija macio.

Mas é justamente aí que mora o perigo. O bom moço é aquele que nunca vai levantar suspeitas. Você nunca vai imaginar que ele está fazendo nada de errado (mesmo que ele te ligue de um lugar barulhento sexta-feira onze horas da noite e te diga que está trabalhando). O bom moço está acima do bem e do mal. O bom moço é um cidadão acima de qualquer suspeita.

Deve ser por isso que sempre gostei dos cafajestes. Pelo menos eles assumem que não prestam e não ficam bancando os santos. Você sabe o que você vai levar pra casa na hora que compra. Não tem surpresa depois de dois meses de uso contínuo. Porque os cafajestes são aquilo que são. Não usam máscaras ou qualquer truque pra seduzir as mocinhas desprevenidas.

O cafajeste é aquele que não vai te ligar. Não vai te mandar flores, nem te dar presentes. O cafajeste vai correr dos mínimos sinais de compromisso. O cafajeste não vai passar a noite com você. Ele vai embora assim que o dia clarear. Não vai deixar escova de dente na sua casa (afinal, isso seria um sinal de compromisso sério, na cabeça dele). O cafajeste é o oposto do bom moço. Não vai te apresentar pros amigos, não vai te convidar pro almoço de família. Ele não faz nada pra parecer fofo ou bom moço pra você.

E a vantagem do cafajeste é justamente esta: ele não está tentando te enganar. Ele é aquilo. Bom ou mau, ele é o que é. Ele não vai te fazer promessas, não vai ser romântico, não vai assumir compromisso. Ele não vai te enrolar. Ele vai te ligar segunda-feira depois de você ter passado o final de semana inteiro esperando um telefonema. E vai sumir sempre que chegar a sexta-feira. Ele não vai te dar desculpas pra não te encontrar. Simplesmente vai te dizer que tem um outro compromisso e não vai te incluir.

Pode parecer que eu estou ficando doida, mas hoje tenho medo do bom moço. O bom moço, inevitavelmente, vai te decepcionar. Não porque ele possa fazer uma grande merda (e sim, ele pode), mas porque você não espera isso dele. Ele te faz acreditar que ele é incapaz de te decepcionar. Ele te faz acreditar que ele é o príncipe encantado, mas obviamente, uma hora o príncipe vira sapo. Já o cafajeste é sapo por natureza. Ele já entra na sua vida como sapo. Por isso, você não espera dele atitudes de príncipe. O cafajeste é inofensivo, acredite em mim. Perigoso mesmo é o bom moço.

Mulher com M maiusculo,diria mais macho que muito homem por ai

Mulher com M maiusculo,diria mais macho que muito homem por ai

Eu não estou procurando namorado. Já falei mil vezes que me dou muito bem com a minha própria companhia. Não tenho interesse de fazer meu ficante-médio-interessante subir pra posição de namorado. Namorar por conveniência é para os fracos. Pra mim, não. Eu sou guerreira. Vou atrás do que quero e o que eu quero é um homem de verdade. Quero um homem que seja mais homem do que eu. Isso mesmo: um homem que seja mais homem do que eu.

Não é fácil ser homem, eu imagino. É esperado que vocês tenham um bom salário, que vocês paguem a conta, que vocês tomem a iniciativa, que vocês sejam altos, que vocês sejam fortes, que vocês tenham pintos grandes. E que se convençam de que tamanho não é documento. Eu sei. Não é nada fácil ser homem. Mas eu coloco meu lado homem todo dia em exercício. Troco pneu de carro, troco chuveiro elétrico. Me viro sem precisar da força de ninguém a não ser da força física. Sou mais homem do que quase todos os homens que já passaram pela minha vida. Sou homem de terminar um relacionamento com dignidade sem precisar dar motivos toscos pra outra parte sair fora. Sou homem na hora de assumir o que eu quero sem precisar manter relacionamentos paralelos pra massagear meu ego. Sou homem na hora de ter uma conversa séria ao invés de gritos e acusações. Sou homem do começo ao fim de um relacionamento. Ou, como cantava a canção: sou mais macho que muito homem.Uma mulher com M maiusculo.

Dureza é ver homem que não honra as próprias calças, como dizia meu avô. Que precisa trair ou magoar alguém pra fazer essa pessoa ir embora ao invés de simplesmente dizer adeus. Dureza é ver homem que mente descaradamente e se faz de bom moço. Dureza é ver homem que acha que é melhor do que a mulher porque tem um salário maior. Dureza é ver homens castradores que proíbem as mulheres de usar saia curta ou qualquer coisa que as deixe sexy, enquanto compram revista de mulheres nuas pra ver exatamente aquilo que eles fazem elas esconderem. Dureza é ver homem que proíbe a mulher de ter amigos enquanto ele paquera até a moça do café no trabalho. Dureza é ver homem que corta a Internet da mulher enquanto ele adiciona as vizinhas no Facebook. Isso pra mim é, como eu ia dizendo, não honrar as próprias calças. Isso pra mim é falta de hombridade. Falta de ser homem de verdade mesmo. E esse tipo é o que mais tem por aí.

Mas o homem que eu estou querendo não tem nada a ver com isso. O homem que eu quero precisa invadir minha vida de um jeito que nenhum homem fez ainda. O homem que eu estou procurando precisa ser capaz de trocar não só pneu de carro, mas todos os conceitos machistas arraigados por uma visão mais atual dos relacionamentos. O homem que eu estou procurando precisa mais do que dirigir um carro por longos quilômetros de estrada, precisa saber conduzir um relacionamento por alguns períodos intempestuosos. O homem que me atrai não precisa pegar duzentos quilos na academia, mas precisa saber segurar uma barra quando nem tudo forem flores. Porque, pra mim, ser homem não é uma questão de sexo apenas. É uma questão de atitude diante das situações mais adversas. E esse homem que eu quero precisa ser homem de verdade. Precisa ser mais homem do que eu. Porque eu sou muito homem.Ou mulher demais,pra pouco homem.

NUA E CRUA

NUA E CRUA

Eu queria ser famosa. Estampar as capas das revistas com minha felicidade instantânea e dizer que estou ótima depois de uma separação traumática. Queria ir pro Big Brother e fazer melhores amigos em uma semana. Queria dizer que amo com um mês de namoro. Queria que, quando alguém me chamasse de gostosa, isso fosse um elogio ao meu caráter e não um “eu te comeria se você me desse mole”. É provável que eu fosse mais feliz assim.

Mas eu sou tradicional. Sou convencional, apesar de não ser normal. Se eu me corto, eu sangro. Se bato o dedo no pé da mesa, dói. Sou uma pessoa comum. Acredito no até que a morte nos separe e também no eterno enquanto dure. Acredito que, se eu sou capaz de ser fiel, alguém mais pode ser. Acredito que eu não sou uma laranja, mas preciso da minha outra metade pra me sentir inteira. Valorizo as pequenas atitudes, assim como condeno pequenas mancadas. Sou rancorosa, guardo por anos uma coisa que me magoou de verdade. Sei perdoar. Passo por cima dos erros pra ficar junto das pessoas que eu gosto. Tenho meus limites. O primeiro deles é meu amor-próprio. Perdôo uma vez, porque errar é humano. Perdôo duas porque o ser humano é estúpido às vezes. Mas não posso viver perdoando porque isso seria incompetência minha.

Acredito que as pessoas aprendem com os próprios erros e com o tempo. Acredito também que quem traiu uma vez e foi perdoado vai trair de novo. Acredito que aquelas pessoas que vivem falando mal dos outros vão falar mal de você com esses outros. Acredito que as pessoas só mudam por vontade própria e nunca pelo pedido de outra pessoa. Acredito que tudo que eu acredito hoje vai mudar com o tempo. E que, no futuro, talvez, eu acredite em menos coisas. Ou em nada mais.

Nunca vendi meu corpo, nem nunca sequer considerei essa possibilidade. Eu sei exatamente o tipo de homem que sai com puta. E esse tipo me dá náusea. Nunca precisei experimentar drogas pra pertencer a nenhum grupo. Me dou bem com todo tipo de gente e as pessoas costumam gostar de mim apesar do que eu sou. Tenho verdadeira repulsa por homem mulherengo. Detesto aquele tipinho “caminhoneiro” (que fala pra esposa que tem uma em cada ponto, mas ela é a única que ele ama). Detesto mulher corna que se explica pras pessoas “mas ele me ama”. Sexo com outras pessoas só é perdoado quando é o homem que faz. Detesto homem machista. Detesto o tipinho que vai pra farra enquanto a mulher tonta espera em casa. Detesto mulher tonta.

Eu queria ser famosa pra fingir que não sinto dor. Pra fingir que sou perfeita na capa das revistas masculinas. Pra fingir que não preciso fingir. Queria ser famosa pra ser uma fruta e não uma cabeça que pensa. Mas escrever nunca deu dinheiro, nem capa de revista, nem melhores amigos no Big Brother. Escrever é pra pessoas de quinta como eu, que não vão fazer seu primeiro milhão vendendo o que tem no meio das pernas pra adolescentes de 30 anos de idade. Queria ser famosa pra experimentar uma vida que, dizem por aí, é melhor que a minha. Queria ser famosa pra ver se eu conseguiria ser eu.

EU NÃO VALHO A PENA

EU NÃO VALHO A PENA

O primeiro erro que alguém pode cometer num relacionamento é se apaixonar pela outra pessoa antes de conhecê-la bem. A paixão é cega. Ou melhor, a paixão deixa as pessoas cegas. Elas começam a idealizar as outras e esse é o primeiro passo para um relacionamento dar errado. Quando a realidade dá as caras, ninguém é tão perfeito nem tão amor infinito quanto o outro imagina.

Mulher nenhuma dá conta de ser tão linda quanto o outro acha que ela é. Tão legal quanto o outro acha que ela é. Tão desgarrada e sem ciúme quanto o outro gostaria que ela fosse. Isso é coisa do começo, quando os homens ainda enxergam em nós, mulheres, a perfeição. E depois de alguns meses, somos obrigadas a corresponder às expectativas que eles criaram por conta própria. Cadê aquela mulher perfeita, linda, exuberante e legal que eu conheci? Não, querido, essa pessoa nunca existiu a não ser na sua imaginação.

Esse texto poderia ser parte da minha auto-biografia premeditada. Coisas que podemos escrever antes que elas aconteçam, pois inevitavelmente vão acontecer. Eu nunca consegui ser tão boa companhia quanto pensavam que eu fosse. Nunca consegui ser tão culta quanto pensavam que eu fosse. Nunca consegui ser tão descolada quanto pensavam que eu fosse. Nunca consegui ser tão assídua na academia quanto pensavam que eu fosse. Nunca consegui ser tão dona da minha própria vida quanto pensavam que eu fosse. Nunca consegui ser tão bem resolvida quanto pensavam que eu fosse.

Talvez eu passe uma imagem errada de mim. Não sou metade da cabeça pensante que pareço, não tenho metade da empolgação pra malhar que já tive, não me viro tão bem sozinha quanto digo que me viro, não gosto tanto assim da minha própria companhia quanto eu digo por aí. Sou chata mesmo e tem hora que nem eu me agüento. Sou extremamente simples, caseira e cheia de manias estranhas (como ouvir Bruno e Marrone e dançar no meio da rua). Faço coisas “de homem” como trocar chuveiro, pintar a parede e consertar descarga em pleno feriado.

Já se apaixonaram por mim diversas vezes e, ainda assim, continuo solteira. Cada vez mais, quero que não se apaixonem por mim, afinal não vou ser metade da fantasia de alguém. Nem tento. Já vou dizendo logo quem sou, pois meu negócio é a realidade. Não tenho mais idade pra namoros adolescentes ou pra me interessar por viver uma ilusão. Todos que se apaixonaram por mim me fizeram sofrer no final. Queriam que eu fosse alguém que eu não sou pra eu corresponder a uma expectativa que não fui eu que criei.

Eu não pareço, nem de longe, a garota da camiseta molhada da revista. Eu não tenho vocação (nem bunda suficiente) pra andar de shortinho enfiado. Nunca vou colocar silicone e meus peitos vão continuar do jeito que eu gosto que eles sejam. Nunca vou achar normal traição e meu conceito de traição inclui trocar telefone (ou outro meio de contato) com uma mulher na balada. Nunca vou deixar solto quem eu amo. Minhas verdades mudam com o tempo, meus valores não. O que alguém acha de mim não vai determinar quem eu sou. Mesmo assim, não vou discordar quando alguém achar que eu não valho a pena. Eu valho. Eu valho a pena se tentarem me amar ao invés de se apaixonarem por mim.

domingo, 25 de setembro de 2011

Já me falaram que pra ser interessante tem que ser bonita, que pra ser bonita tem que ser magra, que pra ser magra tem que passar fome.
Já me falaram que para ganhar dinheiro tem que trabalhar, mas que pra conseguir um bom trabalho tem que ter sorte e que sorte não se compra no mercadinho da esquina.
Já me falaram que ter sonhos é bobagem, que sonhar muito é ocupação de preguiçoso e que preguiça faz mal.
Que Papai Noel não existe e que só acredita nele quem é criança e que ser criança é tempo finito. Já me falaram que o bom é o preto no branco, que usar preto emagrece e que roupa branca se lava com água sanitária.
Que dormir oito horas é o certo, desde que se deite às 10h e se levante às 6h, passando disso te chamam de desocupada.
Já me falaram que ler é importante, mas que leitura boa é aquela de gente inteligente e que parecer inteligente ta na moda.
Que ser educada é falar baixo, cruzar as pernas quando se senta e que permanecer sentado muito tempo interfere na circulação.
Já me falaram que escrever é terapia e que terapia é coisa de maluco.
Que ser feminina é estar sempre cheirosa e arrumada, mas que mania de arrumação é irritante. Já me falaram que homem adora mulher de unhas pintadas de cor clara e sem celulite.
Que a vida de solteiro é vazia e que a vida de casado enche.
Já me falaram que homem não presta e que amor de verdade é estória de novela mexicana.
Que romantismo é coisa do passado, que pra se dar bem a gente tem que jogar.
Fingir ser.
Fingir sentir.
Fingir sorrir.
Fingir mentir.
Fingir fingir.
Mas, falaram-me tb da importância de ser fiel a mim, de fazer crescer a crença em minhas convicções.
Falaram-me: JULIANA, seja a senhora das suas opiniões!
Que não existem verdades inexoráveis.
Então, descobri que beleza de verdade é que ta do lado de dentro, que pra ser bonito basta se sentir assim.
Descobri que comer além da conta às vezes não faz mal a ninguém e que dinheiro não é o mais importante.
Aprendi que sorte é materialização do esforço e que o trabalho dignifica qualquer conquista. Descobri que sonho é como o sangue que corre nas veias e que ter preguiça é natural.
Que permanecer criança é tão importante quanto se tornar adulto.
Aprendi que ao preto e ao branco podemos misturar cores e fazer do mundo um arco-íris. Aprendi que não importa dormir 8 min, 8 horas ou 80 anos, se o que vale é estar acordado para os sinais que a vida nos dá.
Aprendi que ser desocupado é um tipo de ocupação que estabelecemos com o nada e que fazer nada também cansa.
Que todo tipo de leitura alimenta desde que nos remexa por dentro.
Que a inteligência da moda é aquela que nos permite entender e aceitar o outro como nosso irmão.
Aprendi que ser educado é demonstrar respeito.
Que gritar limpa o espírito.
Que pra circulação é bom fazer caminhada e que é pra frente que se anda.
Aprendi que caneta e papel em mãos é arma contra a melancolia e que todo mundo precisa de terapia.
Que de médico e louco tb tenho um pouco.
Aprendi que felizes são os malucos, pois eles são livres.
Aprendi que o que irrita é necessário e que até o necessário é prescindível.
Que esmalte escuro fortalece as unhas e que celulite é feminino.
Aprendi que o que preenche a vida não é seu estado civil, mas o recheio que escolhemos para colocar dentro dela.
Aprendi que o sexo masculino é sofisma e, por isso, sempre inconclusivo e inconcluso.
Aprendi que ser antiquada é bacana e que tb posso ser atriz de novela mexicana.
Aprendi que ser mau jogadoro não me torna necessariamente um perdedor.
Aprendi que o amor tb pode vir de mãos dadas com a dor.
Aprendi que não adianta forjar sentimentos, ensaiar sorrisos, maquinar mentiras ou fingir ser fantoche dos acontecimentos.
Aprendi ser EU, com todas as cargas, todos os pesos, todas as dores, amores e dissabores que ser EU me traz. Mas, ser EU, é divertido. Isso, ninguém me falou.
Aprendi sozinha...
Não procure querer conhecer seu futuro antes da hora, nem exagere em seu sofrimento. Esperar é dar uma chance à vida para que ela coloque a pessoa certa em seu caminho. A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna. A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem, como acontece com muitas pessoas que cruzam nosso caminho

O cru

Eu tenho um mundo lindo dentro de mim
Eu sou tão sincera que não acredito que os outros possam mentir para mim
Eu me entrego tanto, que estranho quando não se entregam também a mim
Eu sou tão transparente, que denuncio tudo o que estou sentindo
E eu sou tão intensa que as pessoas, às vezes, têm medo de mim.

Eu não sei viver fingindo ser quem não sou
E nem vou negar os meus sentimentos para fazer joguinhos
Isso não é de mim,
Que ninguém espere isso de mim.
E que ninguém confunda minha entrega com desespero,
Porque eu me amo e sei do valor que eu tenho.

Eu sou o que sinto e vivo o que penso.
Quebro a cara, mas me reconstruo.
Não tenho medo de amar
E nem tenho vergonha de me expressar.
Quero da vida tudo o que ela possa me oferecer
E, se vierem lágrimas,
Deixarei que elas escorram firmemente sobre a minha face
E depois as enxugarei,
Quantas vezes forem necessárias,
Sem nunca me arrepender de ter vivido.

Houve um tempo em que eu achava que precisava de alguém para ser feliz.
Esse tempo, felizmente, passou.
Hoje, Deus me faz feliz.
Ele me basta.
A presença dEle me alegra e me sustenta
E, todos os dias, Ele me salva dos gigantes que tentam me derrubar
E o Seu amor faz com que eu agradeça por cada dia,
Mesmo que esse dia não tenha sido o melhor dos meus dias.

Já passei muito tempo me negando.
Já acreditei que eu sempre tinha que mudar para agradar a todos.
Essa época, graças a Deus, passou.
Só Deus me importa agora!
Mesmo que eu ainda erre tanto
E viva o hoje com a ansiedade de quem pensa que o mundo vá se acabar no outro dia,
Eu sei que Deus me ama apaixonadamente do jeitinho que eu sou.

E é por causa dEle, do amor dEle,
Que ainda acredito que ser sincera e amar não é ridículo,
Que se entregar não é loucura,
Que sorrir é fundamental para ser feliz
E que confiar nos outros, ainda hoje, também é possível