terça-feira, 14 de agosto de 2012

Essas são minhas vontades


Está decretado que hoje é o dia da vontade.
Vontade de arrancar essa sua camiseta e sentir teu peito todo grudado em mim, vontade da sua boca me lambendo, sua boca saciando minha fome de você.
Vontade de te cobrir de beijos em minhas crises [agudas] de chatice, vontade de me perder no seu olhar, de ver meu desenho na sua íris, de contornar seus pecados com minha língua, de bagunçar [ainda mais] os seus cabelos.
De te dar colo, de ter colo, de te olhar dormir, de te ver fazendo planos, de te ver com a carinha de menino que muitas vezes só eu vejo... vontade de fazer um macarrão pra você, enquanto te ouço cantar suas músicas malucas,dançando camaro amarelo e dando aquela reboladinha,rs,eu vou cobrar,haha. 
Vontade de tomar banho contigo, molhando seu corpo, secando o desejo, me entregando, sorrindo no seu ouvido, entre o beijo na boca e o gemido abafado o 'eu te amo'. Um 'eu te amo' dito debaixo do chuveiro tem mais poder, revela estudos na Nandinávia.
Vontade de fazer casa no seu peito em todos os nossos 'depois'. Eu te amarei ainda mais nos nosso 'depois', sua voz mais calma [eu já disse que adoro sua voz né? sim, eu sei que disse 9.786 vezes, mas sou repetitiva], meu um metro e sessenta e nove todo tomado pelo seu cheiro. Cheiro do meu homem. 

Vontade também de sentir saudade. Vontade de brigar com você, de te ver irritado, de chorar uns 3 dias achando que posso te esquecer e descobrir que minhas lágrimas não afogam a saudade, muito menos o amor. O amor usa boia. 
Vontade de te contar como foi minha infância, de chorar no seu ombro, de sorrir ao te ouvir contar as coisas que aprontou, de ter ciúme das mulheres que você amou, ter ciúme do seu primeiro beijo, de quem já pode deitar no seu peito que hoje eu moro. Sentir ódio profundo de quem te fez ou faz mal, te dar a certeza que meu peito nunca te mandará embora.

Vontade de fazer caretas enquanto você tem uma conversa séria no telefone, só pra te fazer rir, vontade de usar meu corpo pra te provocar, pra te atiçar, aguçar, pra te sentir dentro, inteiro, meu, só meu. Te usar, ser usada e usar com amor é isso, usa, usa e nunca devolve. Reintegra-se. Reaproveita-se.
As vontades são do corpo mas quem as coloca em ordem é o coração. Creio eu que coração sente desejo, ele só não sabe muito bem como fazer, dai deixa a paixão que mora sempre ali, em uma cantinho de sol, agir. A paixão é tal dona, a que manda nos desejos, ela cega o amor e deixa o coração tão extasiado que ele explode em tesão. E o corpo se rende... as vontades sufocam... quero você aqui, entre as letras, as pernas, os sonhos.

E é por querer tanto que hoje faxinei o coração, decidi jogar fora as mágoas, raivas e decepções de ontem.O medo do desconhecido que to sentindo e ao mesmo tempo me sentindo impotente diante dos fatos.Mas não é que pensando em voce  que nem ficou espaço vazio? Você me ocupa toda. Ainda bem.

Conto:Como és necessário


Daí que todo e qualquer cara o mundo de repente inventou de ter o braço tatuado. Só pra me mostrar o tanto tudo aqui é vazio sem ele. Porque eu olho a tatuagem, até olho o rosto, mas olho buscando um pouco dele, nunca encontro nada. 
Tento em algumas vezes me iludir, achando que o cara da mesa ao lado pode sim ter o jeito que ele me faz rir, ou o jeito que me bagunça toda e me faz ter vontade de ligar só pra ouvir aquele jeito tão gostoso que ele tem de falar 'oi'. Mas o tal cara não tem nada dele. Não tem o olhar, não tem a voz, nada. Assim, volto pro meu mundo e assumo, é assumo, me olhando no espelho de um barzinho movimentado, meio bêbada, assumo que tem que ser ele, que precisa ser ele e que se não for ele, não vai ser. E sorrio pro nada, pro espelho cheio de marcas de batom, ao lembrar-me dele falando: 'você bêbada fica mais safada'. Mas até minha safadeza tem dono, meus pensamentos mais impuros são todos com ele. Ele que poderia hoje tirar esse vestidinho e se fazer dono, só ele. 
Volto pra mesa, música alta, mas eu gosto da música, o cara canta Flávio Venturini, minha amiga ainda mais bêbada que eu me diz: Tá escrito na sua testa que você ama esse cara, eu dou risada e falo: É? escrevi com caneta de neon. Escrevi no meu corpo todo. 'sou dele'.
E como todo bêbado, passada a fase de euforia, vem a fase da melancolia, a música fala de coisas lindas ["Os beijos que eu guardei tanto tempo por ai, eram seus, agora eu sei"], começo me sentir culpada, culpada por buscá-lo onde ele não tá, culpada por olhar pra outros caras querendo ver ele, culpada por ser tão insegura, por ter tanto medo dele me deixar que às vezes já até me pego traçando alternativas pra isso. 
Uma lágrima cai e borra minha maquiagem, maquiagem que ele odeia, mas eu fiz de propósito, tentei me disfarçar da mulher que ele não gosta, pra ver se assim eu conseguiria ser a mulher que ele gosta. 
Fim de noite, volta pra casa, celular na mão e a vontade de ligar. A vontade de gritar, eu te amo, você entende que eu te amo? Você entende o fato de nenhum filho da mãe daqui ser como você? Você entende que desde sei lá quando você tava destinado a ser o homem da minha vida? Hein? Você entende? Essa hora, eu não entendo mais porra nenhuma. Sério, foda-se, tô falando palavrão, deixei a doçura na bolsa.
Não liguei, deitei na cama, agarrei a almofada, sussurrei pra ela o nome dele, encaixei um travesseiro no meio das minhas coxas [que também pedem por ele] e me senti uma derrotada. Porque nenhum fim de noite vai me trazer aquilo que uma noite com ele traria. Meu vestido tomara-que-caia só poderia cair nos seus pés. Só a língua dele pode apagar os escritos que deixei com neon aqui. Só as mãos dele poderiam acalmar, só o colo poderia salvar. Só ele. Tá entendendo? Me imaginei chacoalhando ele nesse momento. Tá, é meio estranho imaginar isso, porque sou pequena demais perto dele, mas me imagine de alguma forma lhe jogando isso na cara. E sei que ele vai me imaginar fazendo isso com toda doçura do mundo. Porque vê coisas lindas em mim até quando todos os mercados da cidade param de vender açúcar de confeiteiro pra que eu possa me polvilhar.
Lembrei de quando eu tinha decidido odiá-lo. Nunca consegui.
Nessa madrugada tentei de novo. Porque eu sou assim?? Não sei, nem Freud, Woody Allen, Nietzsche ou Padre Quevedo saberiam explicar isso.
Ei moço, é complicado te amar. É dolorido te amar. Eu enlouqueço de ciúme de você. É gostoso te amar. É uma delícia te amar. [sim, estou na beira da loucura].

E se pra esse loucura existir uma cura, eu não quero. E se a cura for você, morro louca, suspirando em seus braços.A gente só precisa de cura pra doenças, não pra coisas que botam um sorriso no rosto e dão graça pra vida. Não mesmo. 

Dói


Perdi tempo me olhando no espelho hoje em busca daquele sorriso de dias, tempos atrás... onde foi parar aquela alegria que tava aqui? não sei. Ou melhor, eu bem sei onde está minha alegria, mas ela também me faz triste.
Pode isso? Hoje meu sorriso mora bem junto de onde moram minhas lágrimas. É uma alegria que dói. E eu não sei se fico, se luto, se acredito, se sento e choro ou se deixo pra lá.
Mas como a gente faz pra deixar pra lá as coisas que o coração guarda a sete chaves? Não achei nem a primeira chave que o liberta ainda. É coisa demais pra entender.
No auge do desespero, no momento lindo que uma lágrima decora minha face eu pego o telefone e ligo, na esperança de ouvir qualquer coisa que torne minha dor menor. Ouvir o jeito de dizer um simples 'oi' que meu coração gravou. Ouço segundos de silêncio e desisto. Ouvir a voz dele ia me fazer esquecer. Esquecer toda mágoa, medo, desespero. E eu não posso esquecer.
Eu tenho a mania [ou sina] de amar exageradamente e não saber o que fazer quando o coração se inunda de mágoa, quando o coração dói. Meu instinto me pede que pegue o coração no colo, encha de beijos e diga que vai ficar tudo bem. Mas quando eu faço isso, quando sinto meu coração pulsando ali, vejo que até adesivo de família feliz eu tinha colado no coração. Eu, ele, nossos dois filhos e nosso cachorro. Filhos que teriam pai tatuado e mãe sonhadora. O braço tatuado dele seria o descanso pros meus dias banhados de incertezas. Seu colo moreno seria o descanso pra bronca da humanidade que eu tenho.
Seria tudo perfeito se não fossemos humanos? Talvez.
Se fossemos controlados? Se colocar um no lugar do outro? Não fazer pro outro o que não quer pra si? não sei.
Não tinha nenhum contrato que estipulava que tínhamos que acertar sempre. Mas também não tinha nada que falava que toda mágoa tem que ser suportada. Há coisas que depois de quebradas, nunca mais ficam bonitas.
Deito no sofá gostoso da casa nova que tem cheiro de mudança. Abraço uma almofada e fecho os olhos. Por alguns instantes imagino sua boca bonita contornando toda a minha saudade. E sorrio pro nada. Pra parede nova.  Um sorriso que dói. Sorriso triste, igual de palhaço.
Palhaço pinta a cara pra esconder a dor. Eu sorrio pra mostrar que tô bem. Não quero perguntas, não quero ter que relembrar a cada instante que pode ter acabado. Dói.
E amar é isso. Você não pode ser escandalosamente feliz, sem sofrer escandalosamente. Amor e dor são como a gente talvez. Não sabem conviver. Pra um brilhar, outro tem que doer.
E hoje quase peguei no telefone de novo, mas pra te pedir pra levar as lembranças de dentro de mim, o som da risada. Leva tudo embora, vai...
Sorte que não liguei... vai que você levava. Não suportaria. Sem você já tá doendo pra caralho, imagina sem a certeza que tudo existiu? Eu não ia suportar.
Lembrança é isso então. Um tapa na sua cara toda vez que você quer brincar que nada aconteceu.

Porque amor foi feito pra acontecer. E doer.
Eu acho.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Tenho fases, como a lua 
Fases de andar escondida, 
fases de vir para a rua... 
Perdição da minha vida! 
Perdição da vida minha! 
Tenho fases de ser tua, 
tenho outras de ser sozinha. 


Fases que vão e vêm, 
no secreto calendário 
que um astrólogo arbitrário 
inventou para meu uso. 


E roda a melancolia 
seu interminável fuso! 
Não me encontro com ninguém 
(tenho fases como a lua...) 
No dia de alguém ser meu 
não é dia de eu ser sua... 
E, quando chega esse dia, 
o outro desapareceu...

Autora: Cecília Meireles




Esse poema de Cecília Meireles é perfeito... Perfeito para mim!!!
"Tenho muitas fases...
 Fases em que me mostro... Fases em que me escondo...
 Fases em que amo... Fases em que amo mais ainda...
 Fases em que me entrego... Fases em que me guardo...

Cada fase em que me encontro... Me mostra um pouco de mim...
E me ajuda a me entender, nessa busca interminável por mim mesma!!!"

ps:

Apenas um retrato de mim...



Hoje vou falar de mim...
Tudo bem. Eu sei que sempre falo de mim... Cada poema, cada texto, cada linha que escrevo me retrata em minha essência...
Mas hoje quero falar mais claramente... Sem rimas, sem subjetividade... Apenas falar de mim...
Tenho em mim um amor que me consome... Sempre... Amor pelas pessoas... Pela essência das pessoas...
Costumo dizer que não sei se amo certo... E que, às vezes, posso não amar da forma como as pessoas querem ser amadas por mim... Mas amo... Do meu jeito, no meu tempo...
Amo a simplicidade da vida... Amo a facilidade com que me encanto com o ser humano...
Gosto de me entregar aos sentimentos... Sou intensa por natureza. Intensa em minhas amizades, em meus amores... Intensa em tudo que digo e falo.
Não gosto de pessoas mornas... Sou quente... Se não quer ser quente, seja frio... Mas não seja morno comigo...
Detesto medos sem fundamento... E arrependimentos no meio do caminho... Detesto brasas mal acesas e fogueiras que não queimam...
A intensidade dos sentimentos mostra, para mim, o caráter e a sinceridade das pessoas...
Se for para amar... Ame...
Se for para odiar... Odeie...
Mas seja honesto consigo mesmo e com os outros...
Só sei ser assim!
Prefiro amar... Sempre amar! Procuro tirar as pedras do meu caminho...
Não gosto de guardar sentimentos ruins... Nem de alimentar tristezas...
Prefiro a felicidade sempre...
Vivo os momentos com o coração aberto...
E se isso me fizer sofrer... Paciência! Estou preparada para isso!
Na maioria das vezes me faz feliz... E eu me sinto abençoada pela vida...
Não tenho maldade, preconceito, inveja... Não alimento esses sentimentos!
Porque deveria alimentá-los?
Sou abençoada pela vida... Desde que nasci... Minha vida é coroada de bênçãos e conquistas... As tristezas sempre foram minoria...
Procuro o melhor das pessoas... Assim como sempre dou meu melhor às pessoas!
Se tu não quer me dar seu melhor... Não te quero em minha vida...
Se tu não entende minha essência... Que posso fazer?
Eu não tenho manual de instruções... Mas tenho um coração aberto para o amor e para a felicidade... Aberto para a vida e para as pessoas!
Sem medo, sem muros...
Apenas sinto... E me deixo sentir!
Sou água, sou terra, sou fogo e sou ar... Não quero ser um único elemento... Sou todos em mim! E me faço todos em você, quando te entrego meu coração.
Não me magoe... Não vou te magoar...
Não me engane... Não vou te enganar...
Não me minta... Não vou te mentir...
Quero a sorte de uma vida plena... Ao lado daqueles que amo... Ao lado daqueles que me amam...
Quero a doçura do abraço...
Quero o tocar da pele...
Quero a ternura do amor...
Quero a felicidade da vida...
Vida intensa e bem vivida...
Vida que pulsa em mim...
Vida que pulsa em ti...
E que nos faz feliz!Vida que ta aos poucos se esvaindo,
queria viver tanta coisa ainda, publicar um livro,viver um grande amor,
ter um filho,sei que são sonhos,e que não vou poder realiza-los,mas pelo menos,falar eu posso,sonhar,enquanto ainda estou aqui,isso ninguem pode tirar de mim.

Eu me procuro, em cada canto de mim mesma... Em cada espaço de minha mente... Minha Alma tenta em vão se encontrar... E nessa busca incansável, Sempre acabo encontrando algo que me faz refletir sobre minha existência!!!

Casulos, lagartas e borboletas.


Acredito que todos já devem ter ouvido falar em como uma simples lagarta se transforma em uma borboleta!
 É a evolução da espécie. Uma simples lagarta, que vive rastejando e presa aos galhos e folhas das árvores, feia e sem nenhum atrativo. Que, às vezes, causa medo e nojo às pessoas que a encontram, se transforma em uma bela, colorida e iluminada borboleta... Um animal que desperta felicidade, alegria nas pessoas. Que chama atenção por suas cores, por seu vôo gracioso...
A lagarta deixa de ser um animal rastejante para se transformar em um animal voador, que pode levar alegria e beleza para diversos lugares. Além, é claro, de levar o pólen em suas patas... Que disseminarão novas e coloridas flores por toda parte.
Realmente, uma grande e belíssima transformação!
Mas, uma transformação difícil! Não é nada fácil para a lagarta se transformar em borboleta!
Quando chega a sua fase adulta... Já cansada da vida, a lagarta cria em torno de si, um casulo. Ela mesma tece os fios desse casulo, fios de seda, e envolve-se nele. E ali fica. Quieta, em um estágio de hibernação, com seu corpo se transformando, se moldando para que torne-se borboleta. Depois desse período, que pode durar de uma semana a um mês, dependendo da espécie, a borboleta está pronta para sair do casulo e alçar seu primeiro vôo.
Mas não pensem que essa saída é fácil! Não pensem que o casulo simplesmente se abre para que ela saia. Não! A saída do casulo é difícil e dolorida para a nova borboleta, que tem de forçar as paredes do casulo para que se rasguem e ela consiga sair. Essa força que a borboleta faz para se livrar do casulo é fundamental para que suas asas sejam perfeitas. Se alguém rasgar o casulo e facilitar sua liberdade, ela terá asas fracas, tortas e mal formadas, que não permitirão seu vôo.
Uma transformação linda... Renovação de vida. Depois de livre do casulo, com suas asas perfeitas, é como se a borboleta renascesse. A lagarta já não mais existe e ela está livre para voar e levar beleza às pessoas.Como eu queria ser uma borboleta,me transformar,tanto pra ver,pra aprender,sentir,pena que eu não tenha mais tempo.